Mesmo com um balanço que deixou a desejar no último trimestre de 2023, analistas já previam um futuro melhor para a empresa PetroRecôncavo (RECV3) e ela ainda é uma óleo júnior que vale a pena ter na carteira. Isto é o que os analistas Santander considerar, em um relatório recente.
Analistas destacam que este “novato” na indústria petrolífera tende a se beneficiar de um cenário com proteções mais baixas (cerca) face às flutuações negativas do preço das matérias-primas no segundo semestre.
Isso porque a produção acumulada no ano tem ficado um pouco abaixo da média, em 26 mil barris de óleo equivalente por dia (boed, em inglês). E os eventos que levaram a essa baixa produtividade incluem paradas para manutenção e condições climáticas, que atrasaram a perfuração do poço da empresa.
Porém, para o segundo semestre, a expectativa é que a PetroReconcavo pise no acelerador, para uma média de 27 mil boed ao final de 2024 e 31 mil boed em 2025, segundo projeções.
Com isso, o banco espanhol mantém a recomendação de compra das ações, mas com preço-alvo um pouco menor, de R$ 23,00, contra a previsão anterior de R$ 26,00. Isso representa um aumento potencial de cerca de 20% em relação ao fechamento de ontem (10).
Essa melhoria operacional deve decorrer da manutenção do foco na perfuração na Bahia e no Rio Grande do Norte, apoiada em suas modernas sondas de perfuração (PR-21 e PR-04), e no reparo de poços danificados.
Quem ficou animado com a notícia foram os investidores. As ações da empresa saltaram mais de 4% durante a manhã, mas perderam força à tarde para alta de 0,53%, por volta das 14h30, cotadas a R$ 18,83.
Na ponta do lápis: PetroReconcavo (RECV3) em números
“Apesar dos nossos pressupostos conservadores, acreditamos que a abordagem selectiva da RECV3 à alocação de capital apoia resultados e dividendos robustos”, destaca o relatório. As projeções da PetroReconcavo para o biênio 2024 e 2025 seguem a tendência conservadora da produção.
O EBITDA ajustado (medida de mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) deve ficar na faixa entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2,3 bilhões. O fluxo de caixa livre (FCF, em inglês) deverá ficar entre R$ 900 milhões e R$ 1,3 bilhão.
Porém, esses indicadores devem melhorar à medida que a empresa começar a economizar com reduções no estoque de capital e melhorar os custos operacionais envolvendo a Unidade de Tratamento de Gás (UTG) de São Roque, na Bahia.
“Dada a baixa alavancagem da empresa, acreditamos ser razoável esperar dividendos adicionais no 2º semestre de 2024”, afirmam os analistas. “Nós projetamos rendimento de dividendos de 10% em 2024, ou cerca de R$ 150 milhões acima dos R$ 410 milhões já anunciados.”
Tópico delicado
Os analistas destacam que este otimismo em relação aos dividendos se deve, em parte, aos planos de fusões e aquisições deste ano. Estas fusões podem ser financiadas com excesso de fluxo de caixa e/ou com ações, dizem os analistas.
Vale lembrar que a 3R tinha planos de combinação de negócios com a PetroReconcavo (RECV3), que foram frustrados após o início da fusão com a Enauta (ENAT3). O negócio arrancou em maio deste ano.
Mas há outras flores no jardim e a Eneva (ENEV3) começou a estudar uma combinação com a PetroReconcavo.
Riscos futuros para a PetroReconcavo
Por fim, na visão dos analistas do Santander, a presença em terra da PetroReconcavo é um dos pontos de atenção, ao mesmo tempo que a petroleira precisa manter um portfólio comercial mais atrativo.
“Acreditamos também que uma potencial parceria com a 3R em relação à infraestrutura midstream no Rio Grande do Norte (RN) poderá se materializar durante o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025”, escrevem os analistas.
Esta parceria poderá reduzir a dependência da petrolífera de terceiros e desbloquear algum potencial de crescimento, mas tudo dependerá da concretização do acordo.
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